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Verônica: Então é pra isso que você é pago! Certo!
George: Desculpe-me.
*Os olhos de Verônica ficam marejados de lágrimas*

Verônica: E eu fui a tonta que acreditei!
George: ...
Verônica: Então está bem! Espero que seja feliz com o seu jogo de
mentiras!
George: Verônica, aborte, por favor!
-Verônica sai do quarto chorando-

Verônica desaba no choro quando chega em casa...
Verônica:
ENGANADA! Como eu pude... E QUER QUE EU ABORTE! Mas eu não vou abortar!
Eu vou ter esse filho, vou criá-lo, e dar um jeito de fazer seu pai
pagar pela tristeza que ele está me fazendo passar!
Verônica chora, até que Ivete entra na sua casa sem bater na porta

Ivete:
Amiga! Eu vi você sair da casa da Ermenengilda chorando e vim ver o
que aconteceu!
-Verônica se joga nos braços de Ivete-

Ivete: Amiga, por que você está chorando tanto?
Verônica: Eu estou grávida... Sniff... E o babaca do George, que
é o pai... Mandou abortar! Ele me enganou! Eu pensei que ele me amava!
Ivete: Ai querida... Essas coisas acontecem... Vem cá, bebe um
copo de água! Você tem que controlar suas emoções! Não se esqueça que
tem um bêbê dentro da sua barriga!
Verônica: É, você está certa!

Verônica:
Obrigada!
Ivete: Eu vou sair, pois tenho que fazer umas comprinhas! Vou
aproveitar e irei comprar um livro sobre gravidez. Eu e a Escrovilda
vamos te ajudar, okay?
Verônica: A Escrovilda não vai me ajudar.
Ivete: Claro que vai! Tchauzinho, nova mamãe!

Horas depois...
Ivete: Tá mais calma?
Verônica: Tô!
Ivete: Então venha até aqui comigo... Vamos tomar um café e comer
um bolo.

Escrovilda: Dona Verônica... Eu gostaria de dizer que... Irei te
ajudar!
Verônica: Ah! Obrigada... E eu queria dizer... que sinto muito pelo
que fiz a você! Eu gostava de te humilhar, mas eu não sabia como a vida
era dura para você...
Escrovilda: Hum... O plano está funcionando!
Verônica: Que plano?
Escrovilda: Hã... Nenhum!

No final
da tarde...
Verônica: Hã... Eu vou pra casa! Vou dormir...
Ivete: Não. Você vai dormir aqui, em uma cama decente! Amanhã lhe
arranjaremos uma cama nova. Verônica: Mas uma cama é tão cara...

Ivete: Verônica, não esquenta. O que importa é que seu bêbê fique
bem.
Verônica: Então está bem! Eu só vou buscar meu pijama.
Ivete: Então vá lá. Eu te espero.

Luíza: Verônica, minha amiga!
Verônica: O que foi, Luíza?
Luíza: É verdade que você está grávida do George?
Verônica: Nossa, as fofocas andam rápido por aqui!

Luíza: Então é verdade! Mas você é uma piranha mesmo...
Verônica: O que você disse?
Luíza: Piranha, ué! Fica aí fazendo filho com qualquer um... Pra
mim, isso é coisa de piranha!

Verônica: Luíza, seu filho está chorando. Vai lá atendê-lo.
Luíza: Ai, obrigada! E boa sorte com a gravidez! Espero que ele
puxe o George, pois se for parecido com você... Deus me livre! E se for
menina, espero que não seja tão piranha!

E Verônica caiu no sono assim que se cobriu. Foi um dia difícil.

Ivete e Escrovilda ligaram para Roberto assim que Verônica
dormiu.
Roberto: Então ela está grávida de um prostituto...
Escrovilda: E precisamos comprar uma cama decente pra ela!
Roberto: Certo...
Escrovilda: Tudo bem, seu Roberto?
Roberto: Eu me sinto traído, sabe?

Escrovilda:
E estamos nos sentindo culpadas por ter que enganá-la! Vamos
terminar logo com isso.
Roberto:
Não... Vamos terminar tudo quando a criança nascer!
Escrovilda:
Ah, seu Roberto. Pelas coisas que a Verônica anda falando, o plano
está dando certo!
Roberto:
Ótimo! Então daqui nove meses nos encontraremos na maternidade...
Escrovilda:
Assim esperamos!
E desde aquele telefonema, seis meses se passaram.
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