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Verônica: Mas que droga! O que está acontecendo comigo? Eu preciso
de um médico!

Verônica: Ivete, eu estou me sentindo um pouco esquisita... Onde
fica o hospital mais próximo?
Ivete: Ai, querida... Eu não sei!
Verônica: Hunf! Por que estou surpresa? Eu mesma vou ir atrás de
um hospital.

Horas depois, Verônica encontrou um hospital...
Verônica: Preciso ser atendida por um médico.
Recepcionista: Por que?
Verônica: Porque eu estou passando mal!
Recepcionista: Quer dizer que toda vez que alguém passa mal,
procura-se um médico?

Verônica: CLARO, SUA ANTA! Agora poderia me levar ao consultório?
Recepcionista: Além de ser recepcionista, eu sou enfermeira...
Logo, posso te atender!
Verônica: Não, sua mula. Eu quero um MÉDICO!
Recepcionista: Tá, tá, tá, sua sexista! Primeira porta à direita!

Verônica: Ai doutor, eu estou vomitando muito, comendo feito uma
vaca e sentindo dores esquisitas.
Doutor: Hum...
Verônica: E eu fiquei preocupada, sabe?
Doutor: Hum...
Verônica: Você acha que tem algo de errado comigo?

Doutor:
Hum...
Verônica: RESPONDA!
Doutor: Hã? Ah sim! Não deve ter nada de errado com a senhora!
Mas mesmo assim, vamos dar uma olhadinha... Pode tirar a roupa, por
favor?
Verônica: Não vou tirar uma meia!
Doutor: Ah... Por favor, deite-se aqui.

Doutor:
Hum...
Verônica: Se você disser “hum...” mais uma vez quem vai pro médico é
você!
Doutor: Ham...
Verônica: E aí?
Doutor: Você está grávida!
Verônica: COMO?

Doutor: Se você tirasse a roupa, eu poderia fazer um diagnóstico
mais correto... Mas como você não quis tirar...
Verônica: Mas você é um sem-vergonha mesmo! Vou atrás de um
médico decente!
Doutor: Hum...

Verônica: Escuta, aqui tem algum obstetra que possa me atender?
Recepcionista: Obstetra?
Verônica: É! O tipo de médico que cuida de grávidas!
Recepcionista: Ah é? Que curioso!
Verônica: Pode me arranjar um obstetra?

Recepcionista: Só um instantinho... Já! Segunda porta à direita!
Verônica: Hunf! Nunca mais venho nesse hospital público.
Recepcionista: Por que? Esse é o melhor hospital público do
universo, sabia?

Verônica:
Eu estou grávida!
Obstetra: Jura? E eu achando que algo mudaria na minha vida. Acho
que vou virar psicólogo! Você quer que eu seja seu médico, né?
Verônica: Na falta de coisa melhor...

Obstetra:
Então faça o seguinte: marque uma
consulta daqui duas semanas, para começarmos o pré-natal. Nesse meio
tempo, faça um exame de sangue, de fezes e de urina.
Verônica: Pra quê?
Obstetra: Apenas faça. Se tudo der certo, daqui nove meses você
estará dando à luz.
Verônica: Tá... Obrigada!

Verônica: Grávida... De um cara que eu acho que amo. Mas eu terei o
filho assim mesmo! Vou contar para o George.

Momentos depois...
Verônica:
Dona Ermenengilda, preciso falar com o George AGORA!
Ermenengilda: Querida, no momento ele está atendendo uma cliente.
Verônica: Mas é urgente!

Ermenengilda: O que poderia ser? Você está grávida dele? HAHAHAHAHA.
Verônica: Hã... Estou sim!
-Ermenengilda engasga e começa a tossir-
Ermenengilda: Vai até o quarto dele... Ele está só dormindo!
-Verônica sobe as escadas correndo-

Verônica:
George, eu tenho algo pra lhe dizer!
George: Diga, meu amor.
Verônica: Eu estou grávida. Estou esperando um filho seu.

George:
O QUÊ? Impossível! Deve ser do meu irmão, já que ficou com nós dois!
Verônica:
Só pode ser seu!
George:
Como você pode ter tanta certeza?
Verônica:
Eu sinto isso!

George:
Force um aborto! Eu não posso ser pai!
Verônica: Por que não? Nós podemos nos casarmos e vivermos felizes com a
criança!
George: Verônica, eu sou um PROSTITUTO!
Verônica: Mas você me ama! Você disse que me espiava todo dia!
George: Meu trabalho é fazer com que os clientes acreditem nesse
tipo de coisa.
Verônica perde as palavras. Era tudo mentira? Ele só deveria saber
seu nome! Como ela acreditou naquele papo furado? Afinal, ela nem tinha
arbustos em casa. |