Verônica acorda rapidamente, e possuída por uma terrível raiva...
Verônica*brava*: EU VOU TER QUE FICAR NESSA ESPELUNCA?
Ivete: Eu sei que a senhora não tá acostumada com essa decoração... Mas é um quarto... hã... bacaninha!
Verônica*bravíssima*: BACANINHA?
Ivete: Acalme-se dona Verônica!
-Verônica respira fundo. Ela sente o ar entrar em seu peito e dele sair, levando toda a sua ira-
Verônica: Bom, Ivete... Eu estou mais calma... Pode ir! 


Verônica: Que droga! Olha onde eu fui parar! QUE NOJO!
Consciência de Verônica: Você viu o que o babaca do seu ex-marido está fazendo você viver? Você deve ir atrás dele, se vingar, exigir seus direitos!
Verônica: Sim, eu me vingarei!
-Uma lágrima sincera escorre de um dos olhos de Verônica-


Verônica: Sniff... Sniff...
-Verônica começa a chorar-

TOC TOC
Verônica: Quem pode ser a uma hora dessas??? 


Jovem da esquerda: Eu sou Renato!
Jovem da direita: Eu sou George.
Verônica: Sim, e eu sou o Bozo! Que é que vocês querem?
Renato: Viemos oferecer nossos serviços a você!
Verônica: Obrigada, mas a pia não está entupida. Pelo menos ainda não! 


Renato: Nós não somos encanadores!
Verônica: São o quê?
 


George: Somos a dupla de filhos de Ermenengilda, a dona do cortiço.
Verônica: E vocês são um dupla de super-heróis, tipo Batman e Robin, Irmãos Gêmeos?
George: Teremos que usar a palavra feia...
Renato: Tá, dona... Somos prostitutos! 


-Verônica fica chocada-
Verônica: Mas por quê?
George: Porque temos contas a pagar, ué!
Verônica: Mas... Mas isso é um ato desumano! Isso é perder toda a dignidade! Acabar com o seu valor próprio!
Renato: Desumano é não ter o que comer! 


George: Olha dona, eu soube que você veio da classe rica, então você não sabe o que é passar necessidades! Fazemos isso por pura necessidade!
-Um raio de compreensão passa pela mente de Verônica- 


George: Se você quiser, podemos lhe dar uma amostra grátis...
-Verônica olha os dois rapazes de cima para baixo, de baixo para cima. Dá um sorrisinho interessado, pensa duas vezes, e...-
Verônica: Claro!


George: Não acabe com ela! Eu também a quero!
*Verônica fica calada*
Renato: Minha dondoquinha, o que acha de irmos pro meu quarto? É logo ali!
Verônica: Tá bom! Aqui tá muito fedido mesmo...
-E os três foram à casa de Ermenengilda.-


-Enquanto Verônica era atendida, George conversava com sua mãe na sala de espera.-
Ermenengilda: Isso não está certo!
George: O quê?
Ermenengilda: Essa mulher está amargurada demais!
George: E daí?


Ermenengilda: Vocês homens não percebem nada... Ela está querendo afogar suas mágoas ficando com vocês!
George: Então ela vai ficar feliz!
Ermenengilda: Não, não vai. Escrovilda me disse que essa aí tem um coração de pedra! 


Renato: George, a moça sabe do assunto! Vai lá!
Ermenengilda: George, por favor...
George: Mãe, eu sei o que devo fazer!
*George entra no quarto*


Verônica: Mas o que houv...
George: Não, dona. Eu não posso fazer isso!
Verônica: Deixe de bobagens! Claro que pode.
George: Eu soube que você sofreu um golpe emocional muito forte. Eu sei que você está magoada!
Verônica: E daí? Vem aqui e me faz subir pelas paredes!
George: Não dona... Não pense bobagens sobre mim, mas... 


Verônica: Você está certo...
George: O quê?
Verônica: Minha família toda me largou, perdi a casa, carro, bolsas, até meu papagaio... Eu realmente estou muito triste, e pensei que aceitar a proposta de vocês iria me deixar feliz, mas não me deixou.
George: A minha mãe disse exatamente isso!
Verônica: As mulheres entendem as mulheres... Mas eu acho que você me compreende!


E agora? O que será que vai acontecer com Verônica? O que significa este beijo?