Depois de horas, a chuva finalmente parou e um novo dia raiou. Verônica passou a noite jogada no chão da sua sala.


Ivete: Vamos, o táxi chegou!
Marie:
Finalmente...
André:
É. Daqui a pouco a nova dona deve estar aparecendo, né? O senhor Roberto faz questão que Verônica esteja sozinha quando ela chegar. 


Verônica: Vocês... Aonde vocês vão?
André: O senhor Roberto solicitou a nossa presença.
Ivete: É titia! Dessa vez você se deu mal!
Marie: Não, Ive... 


Ivete: Olha, já que você se ferrou, etc e tals, pode me dar aquele quadro da...
Marie: VAMOS! 


Verônica: Mas que DROGA! Eu não queria ficar desse jeito... Eu deveria ter dado mais amor ao Roberto. Ai... Como eu fui mesquinha e ruim para eles. Eu... eu mereci tudo isto.
Consciência de Verônica: Não! Você não mereceu! Aqueles babacas te traíram! Te enganaram! Você tem que se levantar, e jogar do mesmo modo deles! VINGUE-SE! VINGUE-SE, VINGUE-SE, VINGUE-SE!
Verônica: É... Irei me vingar.

Algumas horas se passaram e o dia clareou. De repente... Alguém surge na casa de Verônica. 


Voz de Mulher: MAS QUE LINDO PAPAGAIO ALI EM CIMA! Hã... O homem falou que uma mulher estava me esperando... Anda! *bate na porta* ABRE A PORTA!


Mulher: Olá! Você deve ser a mulher que estava me esperando. Eu sou Hortência! Fui eu quem comprou essa casa.
Verônica *chocada*: Comprou???? Mas esta casa não está à venda! 


Hortência: Claro que está! O senhor Roberto me vendeu esta casa, com toda a mobília, despensa e o papagaio. E depois eu que sou a gagá...
Verônica: NÃO! A JIRIGA NÃO FOI VENDIDA! ELA É MINHA!
Hortência: Não minha querida... Ela era do senhor Roberto, assim como tudo dessa casa, senão ele não teria me vendido!.
Verônica *brava*: NÃO! TUDO AQUI É MEU!


Hortência: Jarbão... Esternato... Levem-na daqui!


Verônica *gritando*: ME SOLTEM! AI! ME LARGUEM!
Jarbão: Fica quietinha senão você vai encarar a minha arma!


Verônica: Quem essa perua pensa que é... Ainda bem que eu estou com a minha carteira.
*Checa a carteira*
Verônica: O quê? Só 500 SIMOLEONS? Bom... Deve dar para trocar de roupa numa loja mais baratinha...


Verônica: É... Acho melhor eu me ir embora mesmo... Vou comprar uma roupa. Imagino que a perua vá pegar as minhas...
Hortência começa a gritar do ex-quarto de Verônica: QUE ROUPAS! TUUUDO VERSSÁTXI! ISSO É O SONHO! Mas que raio de anoréxica vestia isso? Terei que fazer dieta!


Verônica: Essa está boa, apesar de ser barata... Num verssátxi eu pagaria uns 400, nesse eu paguei 40. Ainda tenho 460, acho que deve haver um hotelzinho barato por aí, para eu me hospedar. Então, eu dou um jeito de arranjar grana, e então voltar pra minha familia. É... Isso mesmo! Não irei desistir da vida só porque perdi tudo.
Consciência de Verônica: Não se esqueça de sua vingança. 


Verônica: Hã... “Cortiço Nova Esperança. Temos quartos livres e baratos”. Vou ver o que há aí.


Verônica: ESCOVILDA?
Escrovilda: VERÔNICA?